15.4.07

Se nem eu me entendo, quem me vai entender?

Já muitos dias (e meses) passaram desde o ultimo posto. Não é que não tenham acontecido coisas que me levassem a escrever... o problema é o tempo, que desde então não chega para tudo o que gostaria de fazer. Dava jeito que os dias tivessem 48h. Pensando bem se calhar é melhor que não tenham, se tivessem de certeza que andava na mesma a correr de um lado para o outro, disto para aquilo e ainda ía preencher as horas restantes com qualquer coisa.
O estágio começou e acabou! Faltam os relatórios e os trabalhos, a defesa oral e por fim o diploma. Foram bons tempos esses.
No Hospital de Santa Cruz não fiz muita coisa, o tempo dos farmacêuticos não dava para esticar, havia sempre coisas a fazer e nós só empatamos com pedidos de explicações e dúvidas "parvas". Depois de entrar no ritmo a coisa toma outro gosto, as pessoas mostram-se outras e as amizades ficam. Embora mil vezes desejado o ultimo dia acho que me custou mais vir embora do que passar as horas dos primeiros dias a olhar para um decreto-lei que devo ter lido umas 100 vezes(no minimo)ou para o prontuário terapeutico que já conhecia tão bem mas do qual me tornei amiga intima durante o estágio de hospitalar.
Na Farmácia de Oficina já não foi assim. (in)Felizmente atrás do balcão sinto-me em casa, entre as banheiras dos pedidos e as receitas de entidades, caixinhas e compridos é vê-los a tratarem-me por tu! Conhecendo bem os tramitos da farmácia de oficina sabia que impossível era ficar parada e a coisa foi correndo bem. Aprendi muita coisa, outras tantas desaprendi mas ainda lembro a lógica da teoria... Agora tudo isso está para trás.
A Vida exige de mim, agora, o pagamento de tudo o que fez por mim até hoje. Cada dia de que vivi, cada hora que passei, cada cm3 de ar que respirei, vou ter de os repôr (só espero que o juro baixe). Adivinham-se dias difíceis, sapos grandes e gordos, raposas velhas e manhosas, tempestades que muitas vezes não darão em bonança... Mas a Vida é mesmo isto segundo dizem os entendidos. Se fosse fácil eu não andava cá, lá isso é verdade, mas muitas vezes apetece fugir com a mesma intensidade com que apetece voltar. Será que dá para entender?!

8.11.06

Vazio

Sinto-me vazio... Não é sentir um vazio, é estar vazio!

Tudo o que tive e construí na minha vida, acabou...

Anónimo

31.8.06

Salvador da Bahia


São 7h25m aqui em Salvador e ainda me questiono porque é que estou acordada... Era para ter saído do hotel às 6h45m para a viagem que eu considero fantástica ao Morro de São Paulo na Ilha de Tinharé. Afinal o forte vento e a chuva que surgiram ontem à noite não melhoraram quando a lua deu lugar ao sol. A chuva passou mas o vento de temporal continua a limpar com força as folhas das palmeiras e empurrando o mar para a terra. Talvez amanhã possamos ir, muita prece é preciso no Candomblé para que o local paradisíaco possa ser disfrutado.



No entanto nada me vai desanimar agora... Já estou bem envolvida no espírito Baiano com as minhas tranças... As que mais gostei de fazer até hoje e por isso aqui fica o registo fotográfico.


Foram feitas na terça-feira quando fui visitar o centro histórico da cidade com "olhos de ver" e com a calma que não existe quando se vai em grupo. De todas as imagens lindas que podemos registar naquele local foi esta a que mais me fascinou, a vista que se consegue ter da zona do Carmo quando estamos no Pelourinho. A cidade ainda tem muito para restaurar mas já se nota a intenção de a fazer renascer para os turistas.

Não deixa, no entanto, de ser estranho ver toda a pobreza das pessoas que rodeiam a cidade, as casas tão características da simplicidade forçada destas pessoas e pensar nos milhares de dólares que o
estado brasileiro está a gastar na reestruturação e recuperação dos monumentos e ruas da cidade... Mas aqui sem turismo o povo não teria como sobreviver, por isso acabo por compreender, mal, mas compreendo!