Se nem eu me entendo, quem me vai entender?
Já muitos dias (e meses) passaram desde o ultimo posto. Não é que não tenham acontecido coisas que me levassem a escrever... o problema é o tempo, que desde então não chega para tudo o que gostaria de fazer. Dava jeito que os dias tivessem 48h. Pensando bem se calhar é melhor que não tenham, se tivessem de certeza que andava na mesma a correr de um lado para o outro, disto para aquilo e ainda ía preencher as horas restantes com qualquer coisa.
O estágio começou e acabou! Faltam os relatórios e os trabalhos, a defesa oral e por fim o diploma. Foram bons tempos esses.
No Hospital de Santa Cruz não fiz muita coisa, o tempo dos farmacêuticos não dava para esticar, havia sempre coisas a fazer e nós só empatamos com pedidos de explicações e dúvidas "parvas". Depois de entrar no ritmo a coisa toma outro gosto, as pessoas mostram-se outras e as amizades ficam. Embora mil vezes desejado o ultimo dia acho que me custou mais vir embora do que passar as horas dos primeiros dias a olhar para um decreto-lei que devo ter lido umas 100 vezes(no minimo)ou para o prontuário terapeutico que já conhecia tão bem mas do qual me tornei amiga intima durante o estágio de hospitalar.
Na Farmácia de Oficina já não foi assim. (in)Felizmente atrás do balcão sinto-me em casa, entre as banheiras dos pedidos e as receitas de entidades, caixinhas e compridos é vê-los a tratarem-me por tu! Conhecendo bem os tramitos da farmácia de oficina sabia que impossível era ficar parada e a coisa foi correndo bem. Aprendi muita coisa, outras tantas desaprendi mas ainda lembro a lógica da teoria... Agora tudo isso está para trás.
A Vida exige de mim, agora, o pagamento de tudo o que fez por mim até hoje. Cada dia de que vivi, cada hora que passei, cada cm3 de ar que respirei, vou ter de os repôr (só espero que o juro baixe). Adivinham-se dias difíceis, sapos grandes e gordos, raposas velhas e manhosas, tempestades que muitas vezes não darão em bonança... Mas a Vida é mesmo isto segundo dizem os entendidos. Se fosse fácil eu não andava cá, lá isso é verdade, mas muitas vezes apetece fugir com a mesma intensidade com que apetece voltar. Será que dá para entender?!
Vazio




